O momento Eureka

 

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Quando falamos de criatividade, muita gente acha que é uma coisa subjetiva, inspiracional e até divina, mas na prática não é bem assim que funciona. O Eureka, que podemos chamar também de insight, é aquele momento em que você tem o estalo, que a ideia surge na sua cabeça como mágica. Mas, na verdade, esse momento é parte de um processo bem definido e que pode ser aprimorado.

Os insigths geralmente surgem quando o cérebro não está focado no problema. Os psicólogos chamam esse tempo de período de incubação, em que você foca a atenção em alguma coisa diferente, mas o cérebro continua incubando aquelas ideias e assuntos.

James Webb Young fala em seu livro “A technique for producing ideas” que a ideia nada mais é do que uma combinação de elementos que já existem, e que essa combinação se dá em 4 etapas:

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Na primeira, ele defende que para criar uma boa ideia precisamos reunir material cru. Ou seja, mergulhar fundo no assunto-alvo da criação, buscar toda e qualquer tipo de informação e opinião a respeito. É importante também sempre ler, assistir e consumir todos os tipos de conhecimentos; afinal, se uma ideia é uma combinação do que já existe, precisamos conhecer de tudo um pouco para criar essas relações cada vez melhor.

Na segunda etapa, o interessante é trabalhar as relações de todo o material que você reuniu na primeira etapa, buscando conexões para sintetizar as ideias em coisas interessantes e sedutoras. Nesse estágio, você deve revirar a cabeça, pensar em várias ideias e misturá-las de todas as formas que você puder imaginar.

Na terceira, pare de pensar a respeito do tema. Simplesmente “esqueça” daquilo, pare de tentar transformar as ideias da etapa anterior em alguma coisa e vá fazer algo diferente. Ouça música, vá correr ou foque em outro projeto: o importante é desligar o seu cérebro do tema e deixar o seu inconsciente trabalhar.

Na última etapa é que surge o momento Eureka: uma ideia vai surgir na sua cabeça simplesmente “do nada”. Esse método já foi, inclusive, comprovado cientificamente em um experimento realizado por um grupo de cientistas liderados por Sophie Ellwood, que concluiu que o cérebro realmente funciona inconscientemente e estabelece melhor as relações quando damos tempo a ele para incubar a ideia.

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